Bioca Cerrado

On 07/08/26 14:08 Updated at 21/08/26 17:04
bioca cerrado
Foto aérea por drone

 

O Projeto Biodiversidade e Cadeias Produtivas: restauração de áreas degradadas e sustentabilidade socioeconômica no Cerrado Goiano, também conhecido como BIOCA, é uma iniciativa que prevê a recuperação de 200 hectares do bioma Cerrado e o desenvolvimento de estratégias voltadas à conservação ambiental, à produção de alimentos e à geração de trabalho e renda nos territórios atendidos. Em conformidade com o Edital nº 19/2023 Floresta Viva – Corredores de Biodiversidade, as ações são desenvolvidas no Corredor 6 – Veadeiros Pouso Alto Kalunga, abrangendo territórios quilombolas, assentamentos da reforma agrária e comunidades camponesas do Nordeste Goiano.

O objetivo do projeto é promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado, articulando a restauração de áreas degradadas ao fortalecimento das cadeias produtivas regionais e da agrossociobiodiversidade. A proposta parte da compreensão de que a conservação do bioma está diretamente relacionada à permanência e à autonomia das comunidades que vivem e produzem no território. Entre as estratégias previstas pelo BIOCA está a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), pomares agrobiodiversos e Corredores Agroecológicos. A produção também poderá atender às demandas das feiras locais e regionais e de políticas públicas de compra de alimentos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Governo Federal. Dessa forma, a restauração das áreas degradadas é articulada ao fortalecimento da agricultura e das cadeias produtivas locais, criando alternativas de trabalho e inclusão produtiva sem dissociar a produção da conservação do Cerrado.

A participação dos sujeitos que vivem nos territórios é um dos princípios do projeto. As atividades de capacitação, mapeamento, monitoramento e manejo são desenvolvidas de forma participativa e transparente, buscando ampliar a capacidade das próprias comunidades de acompanhar e dar continuidade às ações de restauração e conservação. O processo de formação também contribui para o fortalecimento das culturas e dos conhecimentos tradicionais, reconhecendo o papel das coletividades na conservação e no uso sustentável da biodiversidade.

Ao longo dos 48 meses de execução, a expectativa é que as comunidades envolvidas estejam capacitadas para assumir a continuidade das ações implementadas, fortalecendo o controle e a gestão do território pelos próprios sujeitos locais.

 

bioca pessoas
Foto por: Flávio Diniz

 

O projeto é executado pela AGROBIO - Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade, em conformidade com o Edital nº 19/2023 do Programa Floresta Viva, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio financeiro da Petrobras.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) é parceira da iniciativa por meio do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA). No âmbito da Universidade, a Casa de Projetos Sociais (CPS) também integra o projeto como parceira, que está cadastrado como ação de extensão sob o código PJ295-2025.