Importância do campesinato e das cozinhas solidárias no combate à fome

Em 06/08/26 14:28 Mise à Jour 18/08/26 16:36

oficina campesinato

 

A atividade formativa “Importância do campesinato e das cozinhas solidárias no combate à fome” reuniu representantes das Cozinhas Solidárias das ocupações Alto da Boa Vista e Nova Canaã, na Região Metropolitana de Goiânia, nos dias 6 e 7 de junho de 2026. A iniciativa integrou uma articulação mais ampla voltada ao fortalecimento das redes de cozinhas solidárias em âmbito nacional e foi realizada a partir da parceria entre a Casa Projetos Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e o Movimento Camponês Popular (MCP).

 

A formação teve como objetivo fortalecer a atuação das Cozinhas Solidárias em Goiás enquanto espaços de enfrentamento à fome e de promoção da soberania e da segurança alimentar. A proposta também buscou aproximar as experiências de organização e produção do campesinato goiano das comunidades periféricas atendidas pelas cozinhas, reconhecendo a alimentação como uma dimensão que articula direitos, território, cultura e organização social.

 

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Durante as atividades, foram abordadas questões relacionadas à realidade agrária de Goiás e às causas sociais da fome, buscando ampliar a compreensão das equipes sobre as relações entre campo e cidade e sobre o papel do campesinato na produção e no abastecimento de alimentos. A formação também destacou a diversidade dos sujeitos que compõem o campesinato, incluindo assentados, quilombolas e pequenos produtores, e a importância da produção de alimentos para além da lógica das commodities agrícolas.

 

Outro eixo da atividade foi a valorização da cultura alimentar e dos saberes populares. As cozinhas foram compreendidas não apenas como espaços de preparo e distribuição de alimentos, mas também como lugares de memória, identidade, educação popular e construção coletiva. A proposta incluiu o resgate e a sistematização de receitas, práticas e técnicas culinárias tradicionais vinculadas ao Cerrado e ao campesinato goiano, fortalecendo os conhecimentos presentes nos próprios territórios.